AMAVM - Vila Mariana
Associação de Moradores e amigos de Vila Mariana.
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Contato
Espaço Reservado para Reclamações e Sugestões do bairro.
Vila Mariana
Vila Mariana é um distrito localizado na região Centro-Sul da cidade de São Paulo. Tem como característica marcante ser uma região predominantemente de classe média alta com um perfil ora comercial, ora residencial.

O distrito sedia a UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo, antiga
Escola Paulista de Medicina e o Museu Lasar Segall, bem como alguns dos
mais tradicionais colégios da cidade como o Liceu Pasteur , Colégio Arquidiocesano
e o Colégio Madre Cabrini e a escola técnica SENAI - Anchieta. Abrange
também cerca de 550 metros do lado impar da Avenida Paulista em seu trecho
inicial, entre a Praça Osvaldo Cruz e a Avenida Brigadeiro Luís Antônio.
O distrito é atendido pelas linhas 1 (Azul) e 2 (Verde) do Metrô de São
Paulo
Área 8,60 km²
População 120.064 hab. (2004)
Densidade 13.960,93 hab./km²
Renda média R$ 3.541,62
IDH 0,950 - elevado
Subprefeitura Vila Mariana
Região Administrativa Centro-Sul
Área Geográfica Centro Expandido
Formação
O governador Francisco da Cunha Menezes concedeu em 1782 uma sesmaria
a Lázaro Rodrigues Piques, situando-se essas terras entre o ribeirão Ipiranga
e a Estrada do Cursino, abrangendo o futuro bairro de Vila Mariana, outrora
da Saúde; em torno de tal sesmaria surgiram muitas questões de terra.
Originalmente foi chamado de Cruz das Almas - em virtude das cruzes colocadas
no local por causa da morte de tropeiros por ladrões, na metade do século
XIX, na continuação da "Estrada do Vergueiro" aberta em 1864
por José Vergueiro (filho do Senador Vergueiro) e que era a nova estrada
para Santos. Posteriormente passa a ser denominado de "Colônia"
e finalmente de Vila Mariana, nome atribuído pelo coronel da guarda nacional
Carlos Eduardo de Paula Petit, a partir da fusão dos nomes de sua mulher
Maria e de sua mãe, Anna.
Entre 1883 e 1886 é construída a estrada de ferro até Santo Amaro, partindo da rua São Joaquim, na Liberdade; seu construtor foi o engenheiro Alberto Kuhlman e sua empresa se chamava Cia. Carris de Ferro de São Paulo a Santo Amaro. Essa linha férrea, cuja inauguração total até Santo Amaro deu-se em 1886, foi locada sobre o antigo Caminho do Carro para Santo Amaro, no trecho então conhecido como "Estrada do Fagundes", no espigão; seguia, acompanhando ou sobreposta, o referido caminho do Carro. Com isso deu-se o fracionamento das chácaras existentes na região. Há uma versão aparentemente verdadeira de que a uma das estações, Kuhlman deu o nome de sua esposa, Mariana, e tal denominação passou para o local e depois para todo o bairro, que antes se chamava "Mato Grosso".
Havia em 1856 a chácara do Sertório, cujas terras vieram mais tarde a formar o bairro do Paraíso. A chácara de João Sertório, situada entre as duas estradas para Santo Amaro, foi vendida para dona Alexandrina Maria de Moraes, que faleceu em 1886; seus herdeiros arruaram a propriedade e a Câmara Municipal aceitou esse arruamento, que veio ligar as ruas da Liberdade (antigo Caminho do Carro) e Santo Amaro (antigamente estrada para Santo Amaro). Aí surgiu um trecho do bairro do Paraíso, desde a rua Humaitá até a Abílio Soares, nascendo as ruas Pedroso, Maestro Cardim, Martiniano de Carvalho, Paraíso, Artur Prado e outras demais.
No ano de 1887 começou a funcionar no bairro o Matadouro Municipal, fator que ajudou muito no povoamento de toda a região. Isso ajudou para a instalação das oficinas de Ferro Carril, na rua Domingos de Moraes, e da fábrica de fósforos. Também foi criada a Escola Pública de Dona Maria Petit, na Rua Vergueiro. O local onde funcionou o Matadouro é atualmente a Cinemateca Brasileira.
Por volta de 1891, José Antônio Coelho comprou a chamada "Chácara da Boa Vista", na Vila Mariana, e a loteou, abrindo ruas que tiveram nomes como "Central", "Garibaldi", "dos Italianos" (hoje denominadas, respectivamente, Humberto I, Rio Grande e Álvaro Alvim) e deu o nome oficial de Vila Clementino, em homenagem ao Dr. Clementino de Souza e Castro.
Em 1928 iniciou-se a construção do Instituto Biológico, concluída em 1945. Um de seus principais objetivos à época em que foi contruída foi o controle de uma praga que infestava os cafezais. Mais tarde tal objetivo foi, segundo a organização do local, criar um instituto para a biologia "a exemplo do que foi o Instituto Oswaldo Cruz (no Rio de Janeiro) para a saúde do homem”.
Características
A Vila Mariana pode ser considerada uma das regiões mais desenvolvidas
da capital paulista, e isso comprova-se nos números. A renda média da
região gira em torno de R$ 3,6 mil mensais, quase o triplo da média municipal
de cerca de R$ 1,3 mil.
Na educação os dados tornam-se ainda mais explícitos. O Ensino Fundamental foi completado por quase 80% dos moradores, e 71,34% dos moradores da região completaram o Ensino Médio, contra as médias municipais de 49,9% e 33,68%, respectivamente. Os anos de estudo por pessoa chegam a 12,30 (a média da cidade é de 7,67 anos). Por fim, o analfabetismo é reduzido a apenas 1,10% dos mais de 120 mil moradores, enquanto na cidade, 4,88% da população é considerada analfabeta. No distrito encontram-se também a Escola Superior de Propaganda e Marketing (mais conhecida como ESPM) e a Escola de Belas Artes, as maiores referências em ensino superior na região, que também conta com universidades não-específicas (UNIP, FMU, entre outras).
Em relação à área da saúde, existe o Hospital do Servidor Público Estadual, um megacomplexo hospitalar que responde por quase 40% dos atendimentos dos servidores públicos estaduais. Há também instituições para o tratamento de jovens e idosos, fator que contribui para a alta qualidade de vida do distrito. Na área de cardiologia há o hospital Dante Pazzanese. A região também sedia a Casa Hope, uma ONG dedicada a crianças com câncer.
A economia da região é muito forte, não apenas pelo elevado nível de
vida de seus moradores, mas também por abrigar o trecho inicial da Avenida
Paulista, logradouro mais importante da cidade e centro financeiro do
estado e do país. A região da avenida Paulista dos arredores da Estação
Brigadeiro até a Estação Paraíso (Metrô de São Paulo) do Metrô pertence
ao bairro do Paraíso.
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